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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Análise do Soneto 04 -Terceira Parte

Soneto 04

Ainda que de Laura esteja ausente,
Há de a chama durar no peito amante;
Que existe retratado o seu semblante,
Se não nos olhos meus, na minha mente.

Mil vezes finjo vê-la, e eternamente
Abraço a sombra vã; só neste instante
Conheço que ela está de mim distante,
Que tudo é ilusão que esta alma sente.

Talvez que ao bem de a ver amor resistia;
Porque minha paixão, que aos céus é grata
 Por inocente assim melhor persista;

Pois quando só na ideia ma retrata,
Debuxa os dotes com que prende a vista,
Esconde as obras com que ofende, ingrata.

Glossário:
Debuxa -  Descrever.


Interpretação:

No soneto 04 Dirceu fala que ainda que Laura esteja ausente a chama há de acender no peito do amante. Gonzaga ver coisas ele se sente sozinho e na segunda estrofe ele fala que tudo o que ele esta vendo não se passa de uma ilusão. Ele não consegue esquecer sua nova paixão, de qualquer formar ele tenta lembrar o rosto de Laura .

Característica:

No soneto Gonzaga abusa do uso da linguagem simples. Ele foi bem direto na ideologia de Laura sua amada.

Situação histórica:

A única coisa que posso falar é que na época Tomas havia sido deportado para a África ( Moçambique).


Stefane Sampaio N°35 1°Ano ''A''